quinta-feira, 4 de setembro de 2014




Sofro por não sentir nem esta dor que deveras sinto.

Imploro o gume, imploro a derrocada e nesse embate renascer viva
e sorver o ar sofregamente,
numa plena inspiração tremer a alma e anunciar-me como trovão,
expandir os pulmões lassos e acelerar este sangue, meu sangue cansado

E no fim dizer: sou segura. Amem-me, já me venci.

MF

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