sexta-feira, 31 de julho de 2015



@afterjoseph


Hoje recordo o tom escarlate de um bom apocalipse

- tempestivo plácido paroxismo talvez gravado 
na Memória da Espécie;
prazer embebido numa aura de proféticos sentidos, 
certeza de sermos impossíveis milagres
que na carne se manifestam em rubros instantes 
onde rimos e se aniquila todo o passado e futuro,
abraçados, suaves mãos, as tuas, 
tocadas pela superfície mais que sensível
das digitais dos meus dedos e das unhas 
que cresceram num intervalo sem ânsias maiores,
o teu corpo, parede humana, onde o medo se esvai , 
e os teus lábios plataformas, 
onde o aqui e o quando perde o nome agora e mais tarde.



MF


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